terça-feira, 23 de novembro de 2010

Azaléia


para minhas queridas flores, uma flor que assistiu muitas histórias da minha infância, na frente da minha janela

boa semana!

beijos cerejosos

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Nossa Intimidade


Bonitonas!

Esse final de semana fui "apresentada" a esse tal de Ivan Martins. PAssei boa parte da minha noite de domingo lendo sua coluna. Leiam duas em especial: O dono do manual e Homem com pegada! Pra quem não foi apresentada, eis aqui:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI62489-15230,00-NOSSA+INTIMIDADE+IVAN+MARTINS.html

Aproveitem

Beijos

Camélia

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A flor e seu nome

"Mas o que impressiona mesmo no amor-perfeito é o nome. Que responsabilidade, meu filho! Há por aí uma planta chamada de amor-de-um-dia, que não carece muito esforço para ser e acontecer, como doidivanas. Outra atende por amor-das-onze-horas e presume-se como sua vida é folgada. Há também amor-de-vaqueiro, amor-de-hortelão, amor-de-moça, amor-de-negro... muitos amores vegetais que desempenham função limitada. Mas este aqui não tem área específica, não se dirige a grupo, ocasião, profissão. É absoluto, resume um ideal que vai além do poder das flores e dos seres humanos.
Que sentirá o amor-perfeito, sabendo-se assim nomeado? Que tristeza lhe transfixará o veludo das pétalas , ao sentir que os homens que tal apelação lhe dera não são absolutamente perfeitos em seus amores? Que aquele substantivo, casado a este adjetivo, sugere mais aspiração infrutífera da alma do que modelo identificável no cotidiano?
A tais perguntas o sóbrio amor-perfeito não responde. O outono tampouco. Talvez seja melhor não haver resposta".

carlos drummond de andrade, disse a flor de cerejeira

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Desabafo de uma flor



Já falamos de primaveras, de flores despetaladas, de sofrimentos, de vida nova...

Hoje me preocupam mesmo as sementes. Não todas! Especificamente essas que são jogadas ao vento e caem em terrenos pedregosos, quase sem condições de se desenvolver. Essas semeadas a mercê da chuva abundante, do solo infértil, do sol escaldante...

Sementes que crescem entre as mais belas flores, que esperam sobras da água e dos raios de sol ou que forçam passagem entre os arbustos. Essas a quem chamam de sementinhas-do-mal, e como tais, precisam ser ceifadas para não se transformarem em ervas daninhas (Escuto esse termo desde pequena e, embora não soubesse exatamente o que significava, sabia que não era boa coisa).

Uma pequena pausa para o momento wikipédia: “Uma planta é considerada erva daninha quando nasce espontaneamente em local e momento indesejado, podendo interferir negativamente na agricultura”.

Sim, são essas que me preocupam! Como também me preocupa entender o que seria local indesejado ou interferir negativamente na agricultura. Não seria o Jardim de todos? O sol não brilha para todos? E a chuva? Acreditem, meus amigos, a primavera não é pra todos!

Trabalho com essas sementes, as vejo dormindo nas ruas...e por vezes também tenho medo que me roubem a água ou a luz! Mas olhando com cuidado podemos ver: são apenas sementes!!! E se queremos que cresçam florindo e perfumando, é preciso que cuidemos delas! Ou nos perguntar se não somos nós as ervas daninhas!

P.S. Desabafo de um flor que enfrentou a primeira rebelião das "sementes do mal"


beijos da Camélia